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quinta-feira, 28 de maio de 2026

Caia Ramalho.

-Com 32 anos e responsável por inúmeros belos registros de moda, Caia Ramalho é uma de nossos grandes nomes da moda, especificamente da fotografia de moda.
Nativa de São Paulo, com um curriculum que soma mais de 30 capas para publicações especializadas como Bazaar, Ela, GQ, L'Officiel e Vogue, bem como campanhas para prestigiadas casas de moda, a exemplo de H.Stern, L'Oréal, Louis Vuitton, Nars e tantas outras.
Seu olhar atento e tem lhe elevado cada dia a um degrau a mais-vale mencionar que a jovem tem clicados nomes importantes da arte nacional como  Anitta, Camila Pitanga, Liniker e Tais Araújo.



Caia é também um grande nome quando falamos de representatividade, e fez história ao ser a primeira fotografa transfeminina a clicar uma capa da Vogue, em todo o mundo, quando em março de 2029 fotografou a edição brasileira.
 
O talento nacional é graduada em Moda pela Faculdade Santa Marcelina, e Pós-graduada em Fotografia, pela FAAP, e teve seu inicyna moda em 2013, através do jornalismo, quando atuou junto de Lilian Pacce, o primeiro ensaio assinado por Caia foi 2017, período que marca sua migração definitiva para a fotografia, já em 2025 foi  destaque no BoF - The Business of Fashion. Na matéria, que celebrou a “Latin America’s New Wave of Fashion Photographers”, foi reconhecida pela defesa da representatividade queer, Caia ainda integrou lista da poderosa revista i-D, que destacou artistas com visões inovadoras sobre o Brasil contemporâneo, na reportagem “21 Brazilian Photographers to Have on Your Radar”.

"Dediquei os primeiros anos da minha carreira à escrita, ao jornalismo. Durante esse período, comecei a investigar a fotografia. Sempre me interessei pelo mercado editorial como um todo. Depois disso, passei por outras áreas da moda: da comunicação de marcas, como João Pimenta e Flavia Aranha, até chegar na fotografia", relembra. 

O insta dela é: @caiaramalho

sexta-feira, 22 de maio de 2026

Amira Pinheiro.

-Nascida em São Luiz-MA, Amira tem conseguido grandes marcos em sua carreira como modelo;
Recentemente anunciada como único rosto brasileiro na campanha para Rare Beauty de Selena Gomez, a jovem carrega consigo números impressionantes.


Seu curriculum incrivelmente recheado com os nomes mais importantes da moda internacional nos salta os olhos, contudo, olhando ligeiramente para um passado não tão distante, relembremos que a top foi recordista de desfiles na SPFW n47, com uma soma de 22 desfiles, algumas temporadas a frente, ainda na SPFW ela novamente tem um bom desempenho, abocanhando 14 desfiles.
Internacionalmente Amira já desfilou para grifes como Balmain, Coach, Dolce & Gabanna, Giorgio Armani, Issey Miyake, Max Mara, Miu Miu, Tom Browne, Tom Ford, Phillip Plein, e inúmeras outras casas desde o pret a porter a Haute Couture, ela estampa também campanhas para Área, Moschino, Michael Kors, Mary Katrantzou, Tiffany e muito mais.
Com capas e editoriais para publicações como Bazaar, Marie Claire e Vogue a jovem coroa sua carreira.

O insta dela é: @amiira

quarta-feira, 20 de maio de 2026

Pepeu Chagas.

-Pedro Chagas Fortes, mais conhecido como Pepeu Chagas é um desses nossos modelos que circulam bem entre a moda e a arte, não seria diferente, altura perfeita para passarela-1,86m diga-se de passagem-e rosto cuja expressão agrada clientes que bebem de fontes diversas.
Nativo de Morro Azul no Flamengo o carioca ingressou na moda em 2022, sob os cuidados de Sérgio Mattos, e com passos quase orquestrados, segue construindo uma carreira genuína, tendo sido escolhido para estampar as páginas do livro autoral de William Rice, as revistas The Collector e Numéro Netherlands, ambas publicações gringas, no Brasil tem sido bem cotado nas semanas de moda, desfilando para Adidas, Ap 03, Bold Strap, Colcci, Havaianas, Foxton, João Pimenta, Santa Resistência e mais, também podemos ver Pepeu nas publicidades para Hering, Foxton, New Era, Oriba e em diversas outras marcas ao redor do mundo.
Com 27 anos, e grande apreço pelo mercado de moda, acredito ser assertivo dizer que estamos falando de um nome que ecoará na indústria e elevará ainda mais nosso status como celeiro de super modelos!


Pepeu foi acolhido pelo saudoso Sérgio Mattos, e nos conta uma passagem marcante lá de seu início na modelagem;
'Iniciei em setembro de 2022, fiz fotos com o fotógrafo Doiss Messeder, enviamos o material para o email do Sergio Mattos e ele respondeu me convidando para uma avaliação na 40 graus Models, conheci o Serginho pessoalmente e ele adorou meu perfil, ficou repetindo que eu era fashion, alto, bonito e elegante, desde então já estava fazendo parte do time. 

Meu primeiro trabalho com a agência foi para um livro de fotografia autoral do fotógrafo internacional William Rice com a produtora Litmidiapro, foi incrível, eu trabalhava em uma clínica de estética em Ipanema, avisei no trabalho que na hora do almoço eu já estaria de volta, mas não foi bem assim... foi uma diária completa e eu acabei faltando o trabalho rs, porém, eu estava feliz demais, conheci modelos incríveis que inclusive hoje nos tornaram amigos, uma equipe de excelência, eu fiquei encantado com tudo." 

O insta dele é: @pepeuchagas

sexta-feira, 15 de maio de 2026

Ale Brito.

-Expoente de sua geração e um dos nomes mais conhecidos dentre os designers brasileiros; Ale Brito, paulista, formado pela Central Saint Martins carrega consigo uma história atravessada por memórias e vivências distintas.
Em dezembro de 2025 o estilista retorna ao calendário da CdC, após um período distante do evento, período esse em que Ale viveu algumas belas experiências, uma delas é quando compôs parte do time de estilo da marca Alexander McQueen por aproximadamente 2 anos e 8 meses, além disso ele também emprestou seus talentos criativos na ELLUS e na Ginger.
A Carreira de Ale está intimamente ligada à CdC, onde conviveu com personagens do mercado e que permeavam a semana de moda, seus desfiles são sempre um espetáculo esperado e apreciado, tanto pelo casting que reúne modelos prestigiadas, como por suas peças bem elaboradas dotadas de poesia.


"A coleção é um tributo à estética vitoriana, porém repensada para as mulheres contemporâneas. Vestidos longos feitos em tecidos transparentes resgatam a fluidez e a liberdade do corpo, sem cair em estereótipos sexualizados. Casacos e jaquetas com detalhes que remetem a espartilhos são aliados à alfaiataria ajustada e entretelada, garantindo sofisticação sem abrir mão do conforto necessário para os tempos atuais. Revela sua sua coleção de retorno.
Abaixo nosso bate papo com o estilista.


*Ale, como e quando você se recorda de desejar trabalhar com moda? 

Desde muito criança. Me lembro muito novo desenhando, tipo 8 anos, brincando de desfile etc.

*Partindo desse momento de desejar entrar na indústria, até a criação de sua marca, pode nos contar um pouco da trajetória? 

Foi algo muito orgânico, eu sempre estive nesse meio então foi algo natural para mim.

*Como surgiu a CdC na sua jornada profissional e qual foi o impacto dela?

Eu devo minha carreira a Casa de Criadores e ao diretor André Hidalgo, logo quando me formei lancei minha marca em 2010 junto com a casa de criadores.

*Hoje quantas coleções aproximadamente tu já desfilou lá? Ha alguma que tenha lhe marcado? Se sim porque?

Acredito que 16 coleções,  cada desfile tem sua importância, e todos são especiais, acredito na evolução  profissional.  Mas o amor, garra, emoção,  é o mesmo por cada coleção 

*Falando sobre matéria prima, qual sua preocupação na escolha delas?

Caimento e Durabilidade nas peças.

*É difícil falar de moda hoje e não olhar para o campo social/ecológico.
Como tu enxerga esse mercado segundo esse olhar engajado?

Além da proposta criativa, em parceria com Studio 115 de Dell Queiroz e Aloide Jardim reforçamos um importante posicionamento em relação à sustentabilidade e valorização dos profissionais brasileiros. 

"Falamos muito sobre sustentabilidade no Brasil, mas também precisamos valorizar a mão de obra nacional, que está cada vez mais precarizada. Como parte da indústria, é nossa responsabilidade reconhecer e apoiar artesãos, costureiras, modelistas e bordadeiras. Eles são a base que sustenta tudo isso", declara o Ale.

A coleção de Ale Brito não é apenas uma manifestação de moda, mas um chamado à responsabilidade coletiva, mostrando que criatividade, liberdade e ética podem — e devem — caminhar juntas no futuro da moda brasileira.  

*Gostaria de saber também, qual a importância da moda para tu?

A moda se resume a tudo que eu vivo e sou.


*Se pudesse falar de estilo em 3 palavras, quais seriam?

Amor, Respeito e Responsabilidade.

-Recentemente Ale volta de uma temporada no Japão onde esteve fazendo uma especialização em modelagem minimalista no Bunka, instituto responsável por formar Yohji Yamamoto, acompanhemos os próximos episódios...

Para acompanhar no Instagram siga em @_alebrito__


quarta-feira, 13 de maio de 2026

Josias Cavalcante.

-Dentre os nomes masculinos que elevam o nome do Brasil, Josias se destaca, tendo uma considerada longeva carreira.
Aos 26 anos de idade, 1,86m de altura e diversas viagens ao redor do mundo como modelo, segue sendo um dos nomes mais bem cotados;
De São Paulo, o jovem cujo portfólio acumula trabalhos para Approve, Gammba, Misci, e Osklen, já no internacional Cartier e Versace são algumas das casas a quem empresta seus talentos, na SPFW é rosto certo, e abaixo uma entrevista exclusiva com o modelo:



*Josias, como se deu seu início na moda?

Meu início na moda aconteceu em 2016 através da DAF Models. Meu sonho sempre foi ser jogador de futebol, então a moda apareceu de uma forma muito inesperada na minha vida. A DAF acabou me descobrindo pelo Facebook e abriu muitas portas pra mim nesse começo. Eles acreditaram muito no meu potencial desde o início, e junto com o apoio da minha família foram fundamentais para as coisas darem certo e para eu conseguir construir minha trajetória dentro da moda.

*Lá no seu período de New Face, quais foram as maiores barreiras que tu teve que romper?

Quando eu comecei, uma das maiores barreiras foi ficar longe de casa e aprender sobre essa nova profissão. Quando a gente começa a se profissionalizar mais, percebe que a moda é muito mais difícil do que parece. Existe muita pressão, muita cobrança e um processo constante de aprendizado.

Além disso, também precisei trabalhar muito a timidez e a autoconfiança, que talvez tenham sido as partes mais difíceis no início. Mas ao mesmo tempo, isso também foi algo muito positivo que a moda trouxe pra minha vida, porque acabou agregando muito no meu valor pessoal e no meu amadurecimento, tanto profissional quanto como pessoa.

*Falando sobre barreiras, houve algum tabu que tu pudesse ter e que se dissolveu durante suas vivências? Se sim, quais e como lidou?

Falando sobre tabu e barreiras, acho que o que eu mais aprendi foi respeitar a realidade do próximo. Tive a oportunidade de morar tanto na Ásia quanto na África, e isso foi uma experiência muito enriquecedora pra mim. Conhecer novas culturas, conviver com pessoas diferentes e entender outras formas de viver acabou abrindo muito a minha mente.

Aprendi a respeitar ainda mais as individualidades e compreender que cada pessoa carrega uma história, uma cultura e uma realidade diferente. Isso foi algo que me transformou muito, não só profissionalmente, mas principalmente como ser humano.

*Acredito que tu pegou momentos diferentes na internet e mudanças do mercado diante do digital; como foi essa vivência pra tu? Como tu acompanhou esse movimento?

Dentro desses 10 anos que eu trabalho com moda, acredito que existe um lado muito positivo e também um lado negativo de toda essa inovação tecnológica e do crescimento da internet dentro do mercado.

Ao mesmo tempo que as redes sociais ajudam pessoas muito promissoras a serem descobertas em qualquer lugar do Brasil e do mundo, também existe um lado onde, muitas vezes, pessoas acabam ocupando espaços apenas por já serem famosas, enquanto novos talentos ainda encontram dificuldade para ter oportunidades.

Mas acredito que a internet também democratizou muito o acesso e deu visibilidade para pessoas que talvez nunca fossem alcançadas antigamente. Então vejo essa transformação com os dois lados, tentando sempre entender como usar isso de uma forma positiva na minha trajetória.

*Essa evolução midiática tem sido positiva ou negativa ao seu ver? Como é sua relação com as mídias?

Como eu disse, acredito que existem os prós e os contras dessa evolução midiática. Fico muito feliz por hoje muitas pessoas conseguirem acompanhar o meu trabalho e conhecer mais da minha trajetória através da internet. Isso aproxima muito mais o público da nossa realidade e também cria oportunidades importantes.

Mas ao mesmo tempo também existe um lado negativo, porque muitas vezes pessoas acabam ocupando espaços apenas por já serem famosas, enquanto profissionais que realmente vivem e trabalham a moda diariamente precisam lutar ainda mais pelo seu espaço. Mesmo assim, tento manter uma relação equilibrada com as mídias e usar isso da melhor forma possível dentro da minha carreira.

*Estar em exposição tem sido de utilidade para modelos e profissionais de moda/artes, uma vez que podem usar sua voz para levantar causas; tu ergue alguma bandeira? Se considera ativista de alguma causa?

Eu acho muito interessante como a internet deu essa possibilidade das pessoas levantarem suas bandeiras e mostrarem a própria voz. Hoje existe um alcance muito maior, e isso acaba ajudando muitas causas importantes a terem mais visibilidade.

Mas ao mesmo tempo também vejo muita incoerência, com pessoas pregando coisas que muitas vezes não vivem na prática. Acho que essa é a parte negativa. Mesmo assim, fico feliz que muita gente conseguiu encontrar uma voz forte através da internet e usar isso de uma forma positiva para inspirar e ajudar outras pessoas.

*Falando sobre seus trabalhos, tu diria que algum em específico te catapultou e o fez ascender?

Sou muito grato por todas as oportunidades que tive ao longo da minha trajetória, porque cada trabalho teve sua importância no meu crescimento profissional e pessoal. Mas acredito que o trabalho da Bazaar em parceria com a Chanel foi realmente um divisor de águas pra mim.

Foi um momento muito especial da minha carreira e que trouxe uma visibilidade muito grande para o meu trabalho, além de marcar uma virada importante na forma como o mercado passou a me enxergar.

*Dentre suas experiências em outros países, qual a cultura mais intrigante? Alguma lhe chamou a atenção no seguimento fashion?

Não tem como a resposta não ser Milão. A cidade literalmente respira moda. Para a nossa carreira, eu acredito que não exista outro lugar que culturalmente inspire tanto quanto lá. É um ambiente onde tudo gira em torno da moda, da arte e da criatividade, então acaba sendo impossível não se sentir inspirado.

Eu costumo brincar que Milão é a Champions League dos modelos. É um lugar pelo qual sou extremamente apaixonado e onde já tive a oportunidade de estar algumas vezes. E sempre que eu tiver a chance de voltar, eu vou querer ir. É uma cidade que realmente marcou muito a minha trajetória.

*Tu sente alguma diferença entre trabalhos nacionais e os internacionais? Se sim, qual?

Na verdade, eu não vejo uma diferença tão grande em relação à qualidade dos trabalhos. O Brasil tem profissionais extremamente talentosos e produções incríveis, algumas até melhores do que muitas coisas que vemos na Europa.

Acho que a maior diferença acaba sendo o apoio financeiro e o investimento que existe lá fora. O mercado internacional muitas vezes tem uma estrutura maior nesse sentido. Mas em criatividade, talento e potência artística, o Brasil tem muita gente incrível e um mercado muito forte também.

*Gosto de acreditar que a moda é mais que beleza e closes; o que a moda é para Josias?

Com certeza hoje a moda é muito mais do que beleza e closes. Tanto que o que realmente diferencia nós modelos, porque bonitos e altos existem muitos, é a nossa personalidade. Acho que quando as pessoas enxergam quem você realmente é, sua verdade e sua essência, tudo acontece de uma forma mais natural.

Quando você trabalha com aquilo que realmente gosta e entende que não está ali só por brincadeira, as coisas fluem melhor. A moda, pra mim, também é sobre expressão, identidade e conexão com as pessoas.

*Há algo que ela tenha lhe acrescentado num cunho social?

A moda me abriu portas para muitos meios sociais diferentes e também para conhecer muitas culturas diferentes, e sou muito grato a isso. Através da moda tive a oportunidade de criar amizades, conhecer pessoas incríveis e colocar os pés em ambientes que talvez eu nunca imaginasse viver.

Tudo isso acabou acrescentando muito na minha visão de mundo e na forma como eu me relaciono com as pessoas. Acho que a moda me trouxe não só crescimento profissional, mas também muito crescimento humano e social.

*Uma curiosidade sobre tu, fora dos flashes?

Uma das partes mais difíceis de morar fora trabalhando como modelo é ficar longe da minha família. Sou extremamente apegado a eles, então essa distância acaba sendo um preço alto que a profissão cobra às vezes.

Mas ao mesmo tempo eu sou realmente apaixonado pela moda. Tanto que, na maioria das vezes, quando vejo uma foto, eu consigo até identificar qual fotógrafo fez aquele trabalho. Acho que isso mostra o quanto eu gosto e vivo esse universo no dia a dia. No fim, mesmo com os desafios, eu tenho a felicidade de fazer o que realmente amo.

*Por fim, me conta se tem algum trabalho que ainda não realizou, que deseja e por quê?

Acredito que ainda existem muitos trabalhos que sonho em realizar, mas um deles, sem dúvida, é trabalhar com a Dolce & Gabbana. Já bati na trave algumas vezes com eles e sinto que existe uma ligação muito forte ali.

Quem sabe o futuro não reserva esse encontro no momento certo? Acho que seria um trabalho muito especial pra minha trajetória e algo que eu gostaria muito de viver dentro da moda.

O insta dele é: @josiascv

sexta-feira, 8 de maio de 2026

Mauria Caetano.

-Com 3 anos de carreira, e, um curriculum que já reúne nomes como Burberry, Dsquared2 e Saint Laurent, Mauria Caetano ascende no rol da moda, tornando-se um dos nomes quentes que as recentes temporadas nos apresentou.
Nativa de Niterói-RJ a jovem de 23 anos, 1,78m de altura e beleza marcante, celebra suas diversas conquistas profissionais, tendo sido eleita para dar vida às criações de celebradas casas de moda do eixo fashion;
No Brasil foi estrela de um dos recentes desfiles da Misci, mas foi para Saint Laurent seu grande début, tendo desfilado também para Acne Studios, Balenciaga, Balmain, Chloé e mais...

Abaixo um pouco mais da trajetória da modelo:


*Como iniciou na modelagem?

Quando eu tinha 16 anos, conheci uma fotógrafa que perguntou se eu era modelo e disse que eu precisava iniciar na carreira por ser muito bonita. Ela trabalhava na 40 Graus, no Rio de Janeiro, eu fiz todo o processo da agencia e fui confirmada, mas depois disso, conheci um fotógrafo que fez o meu book, ele meio que virou meu scouter e me levou para São Paulo para conhecer algumas agências. Fui aprovada em duas na época, mas demorei uns dois anos para me mudar, pq logo depois começou a pandemia e tudo fechou.
Na pandemia, comecei a namorar e acabei desistindo de ser modelo. Comecei a trabalhar em uma loja em Niterói, até que, em outubro de 2021, meu antigo agente entrou em contato comigo. Fizemos uma reunião e iniciamos o processo da minha mudança para São Paulo, que aconteceu em janeiro de 2022.
Como nao é surpresa para ninguém kk a moda no Brasil muitas vezes só reconhece o modelo depois que ele vai pra fora ou quando está em uma agência grande no Brasil (o que as vezes nem isso é o suficiente pra eles te notarem). Morei em São Paulo por um ano e seis meses antes da minha primeira viagem internacional. Nesse tempo, trabalhei como garçonete em um restaurante no Itaim Bibi e fiz poucos trabalhos como modelo(conto nos dedos).
Depois, fui aprovada pela Milk (minha agência atual em Londres) e, em setembro de 2023, fiz minha primeira viagem internacional. Foi ai que comecei, de fato, a viver a vida de modelo e a trabalhar na profissão.

*Um trabalho marcante e por quê?

Sem dúvida, meu debut para a Saint Laurent foi o momento mais marcante da minha carreira.
Eu estava em Milão para minha primeira temporada e um dos primeiros castings que fiz foi para a Versace. Eu praticamente já estava aprovada desde o inicio, eles queriam exclusividade, entao eu não fiz tantos castings.
Na madrugada do desfile, eles mandaram mensagem para o meu booker de Milão falando que o meu look tinha sido cancelado. Como eles pediram debut exclusivo, eu acabei não conseguindo fazer nenhum outro show em Milão, ja que o desfile deles foi literalmente um dos últimos, eu lembro que foi em uma sexta feira e no sábado cedo eu ja ia viajar para paris, isso me deixou extremamente frustrada e com a sensação de que a temporada tinha acabado para mim.
Eu fui para Paris para o fitting da Saint Laurent. Mesmo sabendo que estava de opção eu não acreditava que iria desfilar. Um dia antes do show, antes de dormir eu não tinha recebido nenhum e-mail da minha agência e sabe como é cabeça de modelo né? Sempre espera o pior kkk. Ai eu fiquei mais frustada ainda porque na minha cabeça eu não tinha sido confirmada e fui dormir meio que aceitando isso.
Quando eu acordei, vi o e-mail com a confirmação e o call time, nossa velho, eu chorei muitoooo kkkkk a ficha parecia que não caia e eu ainda ficava na cabeça de que eu so iria acreditar quando eu estivesse na passarela. E eu de fato so acreditei de verdade que estava desfilando pra eles quando estava na fila final.
Ate hoje quando eu paro pra pensar e lembro, eu fico sem acreditar e sinto vontade de chorar de tanta gratidão. Lembro de quando assistia os desfiles e imaginava estar ali, sem acreditar que um dia isso se tornaria realidade. Sou eternamente grata a todos que fizeram parte dessa conquista.

*O que a moda representa para você hoje?

A moda pra mim, hoje representa muito mais do que passarela, campanhas etc. É linguagem, presença e é conquista. Durante muito tempo, me disseram onde eu não cabia, mas foi justamente nesse espaço que estou construindo o meu lugar. Desfilar para marcas grandes, não é só sobre carreira, é sobre ressignificar limites que tentaram impor pra mim. 
Hoje, a moda representa poder, o poder de contar minha história sem precisar dizer uma palavra, e de abrir caminho para outras pessoas que também já duvidaram de si. 

*Que bagagem esse mercado trouxe pra sua vida?

O mercado da moda me trouxe maturidade, resiliência e muita consciência sobre quem eu sou. Foram anos lidando com rejeição, comparação e pressão, mas tudo isso me ensinou a confiar mais em mim e no meu processo.
Aprendi a ter paciência, a entender que tempo não é atraso, é construção. Também me trouxe uma visão mais ampla do mundo, convivendo com diferentes culturas e realidades, e isso me fortaleceu não só como modelo, mas como pessoa.
Hoje eu carrego uma bagagem que vai além da moda. Eu sei o meu valor, sei o que eu enfrentei pra chegar até aqui, e isso ninguém tira de mim.

O insta dela é:@mauriacaetano